
A MANIFESTAÇÃO DO DIA 15
Hoje vivi um dia
diferente, minha mulher e milhas filhas foram exercitar sua cidadania comigo,
antes estava preocupado com os fatores que me deixaram com dúvidas, por
notícias plantadas pelos opositores para amedrontar, e o fato de a companheira
mensal, com efeitos colaterais indigestos ao ponto de levar a ter que ficar na
cama, minha esposa e minha filha mais velha, o que, em resumo, me faria ter que
acompanhar e ajudar no que fosse preciso.
Como tudo é
novo, este fator era o mais relevante ao que iria encontrar, e, como havia
assumido o compromisso de ir, fui na frente, para se houvesse dupla condição de
ambiente e interna convocaria os demais familiares ao dever cívico de defesa da
Pátria de páreas ladrões.
Devo abrir
parênteses de que havia trabalhado em favor de procedimento institucional,
levando em consideração que a mudança de Governo que apoio se deve ao fato de
que o compromisso assumido em campanha não foi honrado, seus eleitores, que
forma a base da vitória nas urnas hoje não elegeriam a chapa que foi vitoriosa,
e, que, em razão disto, através de
plebiscito este veredito será obtido de certeza, por tudo que se está assistindo,
das atitudes e falta de humildade com a quebra de confiança, falecendo de legitimidade
o governo.
Este ponto é
vital, porque o falecimento ocorre em direito com o término da vida, o que é
curial e lógico, mas em termos de mandato, com a quebra de confiança. Por ser
advogado, tenho que o contrato me autoriza ao trabalho, por ser igualmente de
mandato, quando a confiança de meu constituinte está “falecida”, “falecidos”
estão meu contrato e meu trabalho.
Voltando à
missão do dia, fui e lá chegando, me deparei com a organização do movimento com
previsão para o período das 16 às 21 horas, quando entrei em contato com a
polícia por telefone para saber dos procedimentos para autorização das 15 às 17
soube que já havia este pedido, pelo que não vi motivo para duplicar o pleito,
alegando, todavia, que somente endossaria se legitimo o movimento e de acordo
com os interesses nacionais.
Descobri que o
movimento, quando cheguei, era de pessoas ligadas aos interesses de que forças
militares, que, em resumo botariam ordem na casa, em razão dos desmandos
emanados da classe política (observo que quando apareceu caminhão de político
foi repelido, alegando ser avesso a classe política que demonstrou total
descontrole e colaboração no processo de corrupção, em filme repetido).
Comuniquei a
minha família, por telefone de tal dificuldade, mas antes tirei fotos porque
achei que o movimento era de brasileiros preocupados com o Brasil, e a
avaliação do quadro faria depois.
Fiquei de
voltar, e, no meu retorno, assisti verdadeira multidão ordeira indo ao encontro
do evento, e, nova ideia surgiu, vamos participar, fazendo coro aos argumentos
que proclamamos em comum, retomada da moralidade administrativa e do
crescimento nacional, com o plebiscito do impeachment, que viabiliza o
procedimento ante a nova realidade eleitoral decorrente da quebra de confiança
pelo exercício do mandato pelo mandatário, o Governo.
Peguei um
folder que me deram, fui ao encontro da família, nos encontramos, tiramos
fotos, assistimos e participamos de manifestação que, sinceramente, acredito
foi em número muito maior de pessoas contrárias ao Governo como nós do que,
propriamente, a forma de retomada do bom caminho proposta pela comissão
organizadora do protesto.
Ou seja, a
organização do protesto foi bem sucedida no particular de buscar vender o seu
pastel, sem interferir na liberdade de todos de se manifestar contra o governo,
sem precisar necessariamente endossar a forma pelos organizadores proclamada
para retomar o Governo.
Sou avesso a
qualquer forma de atitude não institucional ou contrária ao regime democrático
para a retomada do bom caminho ao governo, mas também tomo o cuidado de não
julgar sem ler os argumentos, da mesma forma que fiz ao analisar a incapacidade
absoluta (em outros textos) do governo responder
a volta da crença de confiança, da forma com que conduz sua rotina
administrativa quase à beira da insanidade, no que concerne ao reconhecimento
de erros, pedido de desculpas e apontamento do caminho que leva a retomada da
confiança perdida.
A manifestação
foi um sucesso como programa de família, por despertar o sentido cívico e de
pertença da Pátria, que todos os membros da família tiveram novo gás para
enfrentar novos embates.
Faltava o
último elemento, qual seja, a indigesta parada de analisar fria e legalmente aos
argumentos dos organizadores de intervenção militar constitucional, da qual, se
me virem nas fotos a servirem de propaganda na mídia já sabem o motivo.
Devo aqui abrir
um aposto de que, certa feita li na Folha de São Paulo ainda em papel, por
artigo de Jarbas Passarinho, dos planos de levar a implantação do comunismo no
Brasil e na América Latina, planos estes que em resumo precisariam criar o
ambiente para cercar a tomada de governo de requisitos de não mais entregar, o
que, de fato, acabou ocorrendo.
No folder de
hoje havia a notícia de que existe um tal de Fórum de São Paulo com o mesmo
objetivo, o qual se for verdadeiro, representa afronta a ordem constitucional
que nos define como nação diversa, e, como cláusula pétrea, não pode ser
modificada, enquanto os movimentos para este fim, se mostram como traição de
tudo o quanto pode ser tolerado pelos compatriotas, porque ninguém está aqui
para ser levado no bico para este fim.
Nosso estado é
democrático, e quem quer trabalhar na surdina em contrário, merece ser tratado
como traidor da pátria, e, se estiver administrando a pátria ainda pior. Tudo
depende de prova, e, se for leviana responda o acusador pela infâmia
criminalmente, mas se for verdadeira a acusação é coisa muito séria a não ser
tolerada.
Para acabar o
dia, assistimos a manifestação galáctica do governo sobre as manifestações,
quase perdemos a missa, o que realmente seria uma perda, já que foi dito o
que realmente precisava ouvir, se os responsáveis
pelos destinos da nação não acordarem sofrerão os revezes de que a história se
encarrega para quem assim procede, e, acrescento, com reais consequências aos
seus sucessores, ou seja, se já não tem vergonha por si, que tenham por seus
filhos que serão humilhados por colegas de aula e trabalho pelo forma com que
os pais lidaram com as legítimas aspirações da sociedade, quando no exercício
do mandato.
Brasil, 15 de março de 2015