domingo, 15 de março de 2015

A MANIFESTAÇÃO DO DIA 15



A MANIFESTAÇÃO DO DIA 15



Hoje vivi um dia diferente, minha mulher e milhas filhas foram exercitar sua cidadania comigo, antes estava preocupado com os fatores que me deixaram com dúvidas, por notícias plantadas pelos opositores para amedrontar, e o fato de a companheira mensal, com efeitos colaterais indigestos ao ponto de levar a ter que ficar na cama, minha esposa e minha filha mais velha, o que, em resumo, me faria ter que acompanhar e ajudar no que fosse preciso.
Como tudo é novo, este fator era o mais relevante ao que iria encontrar, e, como havia assumido o compromisso de ir, fui na frente, para se houvesse dupla condição de ambiente e interna convocaria os demais familiares ao dever cívico de defesa da Pátria de páreas ladrões.
Devo abrir parênteses de que havia trabalhado em favor de procedimento institucional, levando em consideração que a mudança de Governo que apoio se deve ao fato de que o compromisso assumido em campanha não foi honrado, seus eleitores, que forma a base da vitória nas urnas hoje não elegeriam a chapa que foi vitoriosa, e, que, em razão disto,  através de plebiscito este veredito será obtido de certeza, por tudo que se está assistindo, das atitudes e falta de humildade com a quebra de confiança, falecendo de legitimidade o governo.
Este ponto é vital, porque o falecimento ocorre em direito com o término da vida, o que é curial e lógico, mas em termos de mandato, com a quebra de confiança. Por ser advogado, tenho que o contrato me autoriza ao trabalho, por ser igualmente de mandato, quando a confiança de meu constituinte está “falecida”, “falecidos” estão meu contrato e meu trabalho.
Voltando à missão do dia, fui e lá chegando, me deparei com a organização do movimento com previsão para o período das 16 às 21 horas, quando entrei em contato com a polícia por telefone para saber dos procedimentos para autorização das 15 às 17 soube que já havia este pedido, pelo que não vi motivo para duplicar o pleito, alegando, todavia, que somente endossaria se legitimo o movimento e de acordo com os interesses nacionais.
Descobri que o movimento, quando cheguei, era de pessoas ligadas aos interesses de que forças militares, que, em resumo botariam ordem na casa, em razão dos desmandos emanados da classe política (observo que quando apareceu caminhão de político foi repelido, alegando ser avesso a classe política que demonstrou total descontrole e colaboração no processo de corrupção, em filme repetido).
Comuniquei a minha família, por telefone de tal dificuldade, mas antes tirei fotos porque achei que o movimento era de brasileiros preocupados com o Brasil, e a avaliação do quadro faria depois.

Fiquei de voltar, e, no meu retorno, assisti verdadeira multidão ordeira indo ao encontro do evento, e, nova ideia surgiu, vamos participar, fazendo coro aos argumentos que proclamamos em comum, retomada da moralidade administrativa e do crescimento nacional, com o plebiscito do impeachment, que viabiliza o procedimento ante a nova realidade eleitoral decorrente da quebra de confiança pelo exercício do mandato pelo mandatário, o Governo.
Peguei um folder que me deram, fui ao encontro da família, nos encontramos, tiramos fotos, assistimos e participamos de manifestação que, sinceramente, acredito foi em número muito maior de pessoas contrárias ao Governo como nós do que, propriamente, a forma de retomada do bom caminho proposta pela comissão organizadora do protesto.
Ou seja, a organização do protesto foi bem sucedida no particular de buscar vender o seu pastel, sem interferir na liberdade de todos de se manifestar contra o governo, sem precisar necessariamente endossar a forma pelos organizadores proclamada para retomar o Governo.
Sou avesso a qualquer forma de atitude não institucional ou contrária ao regime democrático para a retomada do bom caminho ao governo, mas também tomo o cuidado de não julgar sem ler os argumentos, da mesma forma que fiz ao analisar a incapacidade absoluta  (em outros textos) do governo responder a volta da crença de confiança, da forma com que conduz sua rotina administrativa quase à beira da insanidade, no que concerne ao reconhecimento de erros, pedido de desculpas e apontamento do caminho que leva a retomada da confiança perdida.
A manifestação foi um sucesso como programa de família, por despertar o sentido cívico e de pertença da Pátria, que todos os membros da família tiveram novo gás para enfrentar novos embates.
Faltava o último elemento, qual seja, a indigesta parada de analisar fria e legalmente aos argumentos dos organizadores de intervenção militar constitucional, da qual, se me virem nas fotos a servirem de propaganda na mídia já sabem o motivo.
Devo aqui abrir um aposto de que, certa feita li na Folha de São Paulo ainda em papel, por artigo de Jarbas Passarinho, dos planos de levar a implantação do comunismo no Brasil e na América Latina, planos estes que em resumo precisariam criar o ambiente para cercar a tomada de governo de requisitos de não mais entregar, o que, de fato, acabou ocorrendo.  
No folder de hoje havia a notícia de que existe um tal de Fórum de São Paulo com o mesmo objetivo, o qual se for verdadeiro, representa afronta a ordem constitucional que nos define como nação diversa, e, como cláusula pétrea, não pode ser modificada, enquanto os movimentos para este fim, se mostram como traição de tudo o quanto pode ser tolerado pelos compatriotas, porque ninguém está aqui para ser levado no bico para este fim.
Nosso estado é democrático, e quem quer trabalhar na surdina em contrário, merece ser tratado como traidor da pátria, e, se estiver administrando a pátria ainda pior. Tudo depende de prova, e, se for leviana responda o acusador pela infâmia criminalmente, mas se for verdadeira a acusação é coisa muito séria a não ser tolerada.
Para acabar o dia, assistimos a manifestação galáctica do governo sobre as manifestações, quase perdemos a missa, o que realmente seria uma perda, já que foi dito o que  realmente precisava ouvir, se os responsáveis pelos destinos da nação não acordarem sofrerão os revezes de que a história se encarrega para quem assim procede, e, acrescento, com reais consequências aos seus sucessores, ou seja, se já não tem vergonha por si, que tenham por seus filhos que serão humilhados por colegas de aula e trabalho pelo forma com que os pais lidaram com as legítimas aspirações da sociedade, quando no exercício do mandato.
Brasil, 15 de março de 2015








HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO OAB SC 7487 DF 36606 OAPT 53040C

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